Corrimento com Espuma: Por que a Secreção Espumosa é Sinal de Alerta para IST?

Publicado em 19 de Julho de 2026 • 6 min de leitura • Beatriz Oliveira

Corrimento espumoso: tricomoníase e sinais de alerta
A secreção espumosa é frequentemente associada à tricomoníase — procure atendimento médico.

O corrimento espumoso é um dos tipos de secreção que mais exigem avaliação profissional, pois costuma indicar uma infecção sexualmente transmissível tratável: a tricomoníase.

De todos os tipos de corrimento vaginal, aquele que apresenta uma textura com espuma ou pequenas bolhas é um dos que mais exige atenção médica imediata.

Na ginecologia, a secreção espumosa é considerada um sinal clínico altamente característico de uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) chamada Tricomoníase. Se você notou esse aspecto bolhoso na calcinha, acompanhado de cor amarelo-esverdeada e cheiro forte, entenda abaixo o que está acontecendo e por que o tratamento imediato é fundamental.

A Causa Principal: Tricomoníase

A tricomoníase é provocada por um parasita unicelular chamado Trichomonas vaginalis. Ele é transmitido através de relações sexuais sem o uso de preservativo e causa inflamação intensa no canal vaginal.

Por que o corrimento faz espuma?

O parasita se alimenta de células da parede vaginal e de bactérias saudáveis. Durante o seu metabolismo, ele produz gases que se misturam à secreção purulenta e à inflamação local, gerando as microbolhas e o aspecto espumoso característicos do corrimento.

Sintomas Associados à Tricomoníase

  • Cor Alterada: corrimento amarelo-esverdeado ou nitidamente verde;
  • Cheiro Forte e Fétido: odor desagradável, frequentemente descrito como cheiro de matéria em decomposição;
  • Inflamação Severa: coceira intensa, vermelhidão e dor durante as relações sexuais ou ao urinar;

O Risco de Ignorar o Corrimento Espumoso

A tricomoníase não é apenas desconfortável; se não for tratada, pode causar complicações sérias:

  • Facilidade para contrair outras ISTs: a inflamação e as microfissuras aumentam o risco de transmissão de HIV e outras infecções;
  • Parto Prematuro: em gestantes, está associada à ruptura prematura da bolsa e baixo peso ao nascer;

Como é Feito o Tratamento?

O tratamento é simples, mas requer receita médica e tratamento simultâneo do parceiro:

  1. Medicamentos Orais: Metronidazol (dose única de 2g ou regime de 7 dias) ou Secnidazol; a escolha e posologia dependem do médico.
  2. Tratamento do Parceiro: obrigatório, mesmo se assintomático, para evitar reinfecção.

Alerta sobre álcool: não consuma álcool durante o tratamento com Metronidazol e por pelo menos 24 horas após o término, para evitar reações desagradáveis semelhantes ao efeito antabuse.

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Publicação Original 19 de Julho de 2026
Última Revisão Editorial Julho de 2026
Escrito por Beatriz Oliveira
Revisão Clínica Conselho Editorial Gineco Expert
Revisor Médico Equipe Gineco Expert